Orientação Solar vs arquitetura
Quando recebemos um novo pedido de orçamento, há uma análise que fazemos quase de imediato: a orientação solar do lote.
Antes de pensar em formas, tipologias ou estilos, o nosso arquiteto analisa como o sol percorre todo o terreno ao longo do dia. Onde nasce, onde se põe, onde bate com mais intensidade, dependendo da altura do ano.
Muitas vezes, logo nessa fase, começam a surgir decisões importantes:
Se o requerente pretende uma piscina, percebemos rapidamente onde fará mais sentido colocá-la.
Se há uma zona de estar exterior, avaliamos onde terá mais conforto ao longo do dia.
Dentro da casa, começamos a antecipar onde faz sentido abrir os espaços à luz e onde é necessário proteger do calor.
Tudo isto antes de qualquer desenho.
o clima em Portugal
Projetar em Portugal — e em particular na zona sul do tejo — implica lidar com bastante sol ao longo do ano. Os verões são quentes, com exposição intensa, e os invernos, apesar de amenos, beneficiam muito de uma boa captação solar.
Isto obriga a um equilíbrio: aproveitar o sol quando ele é necessário e controlá-lo quando se torna excessivo.
Luz natural e bem-estar
Há também um lado menos técnico, mas igualmente importante.
A luz natural influencia diretamente a forma como vivemos a casa. Espaços com boa exposição tornam-se mais confortáveis, mais utilizados e mais agradáveis no dia a dia. A luz da manhã num quarto, por exemplo, cria uma relação diferente com o espaço do que uma divisão escura ou sobreaquecida ao final do dia.
São detalhes que não aparecem nos desenhos, mas que se sentem todos os dias.
Mais do que uma regra, uma base de projeto
Num projeto de moradia, a orientação solar é sem dúvida, uma base.
Mesmo com condicionantes de loteamento, vizinhança ou forma do terreno, há sempre margem para tomar decisões que melhoram significativamente o resultado final.
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